Supervisão
O passo fundamental para o seu desenvolvimento profissional!
A supervisão é muito mais do que uma etapa na formação do psicólogo. É, na verdade, uma prática profissional essencial, sustentada por uma relação colaborativa entre supervisor e supervisionando. A supervisão adequada visa o desenvolvimento de habilidades clínicas, o fortalecimento da autorreflexão e o aprimoramento constante da prática terapêutica.
De acordo com a American Psychological Association (APA), a supervisão é um processo que combina apoio, avaliação e ensino, tendo como objetivo final promover o crescimento profissional e a prática baseada em evidências. No entanto, apesar da sua importância reconhecida, o modelo de supervisão ainda passa por muitos desafios.
Aqui no Brasil a supervisão em Psicologia só é obrigatória durante a graduação, como prevê a Lei nº 4.119/1962, que regulamenta nossa profissão no país. Depois da formação, não há uma exigência formal de continuidade e muitos profissionais acabam enfrentando esse percurso sozinhos — com inseguranças, pouco espaço para troca e sem muito apoio para desenvolver plenamente suas competências clínicas.
No cenário internacional a supervisão também é um recurso relativamente recente. Nos Estados Unidos, por exemplo, foi a partir de 1945 que ela passou a ser vista como um requisito para a formação de terapeutas, com as primeiras pesquisas na área surgindo na década de 1950. Por muito tempo, a supervisão acontecia sem uma metodologia clara ou estrutura definida, o que dificultava tanto o aprofundamento científico quanto a replicação dos modelos. Esse histórico influenciou diretamente a forma como a prática foi construída por aqui.


É comum que, ao ingressar no mercado de trabalho, muitas(os) psicólogas(os) enfrentem inseguranças diante da complexidade dos atendimentos clínicos. Muitas vezes, buscam apoio em supervisões pontuais, voltadas exclusivamente para a resolução de seus casos. É comum encontrarmos essas ofertas de supervisões mais focadas na resolução de casos clínicos. Esse modelo, chamado de supervisão baseada em casos, é útil em algumas situações, mas limita o desenvolvimento de habilidades mais amplas, como a conceitualização (ou formulação) de casos, a escolha estratégica de intervenções e a construção do raciocínio clínico.
Nesse modelo, geralmente, um supervisionando relata verbalmente seus casos e aguarda orientações de como conduzi-los, enquanto um supervisor parte de sua expertise para apontar a condução do caso. Esse modelo é o mais utilizado nos estágios supervisionados das graduações em Psicologia no Brasil, todavia ele é limitado, principalmente no escopo das terapias cognitivas e comportamentais, pois elas exigem diversas habilidades e competências, além de um repertório de técnicas e estratégias que necessitam de treinamento para serem aplicadas com eficácia.
Foi justamente a partir dessa lacuna que nasceu meu interesse por uma supervisão mais completa. Nos primeiros anos da minha prática clínica realizei supervisão com uma ótima psicóloga e seu trabalho comigo foi muito útil, contudo apenas a orientação dos casos não era suficiente para que eu desenvolvesse meu próprio olhar acurado a ponto de construir uma visão ampla dos casos dos meus pacientes. Com o tempo e com a prática, fui estudando mais profundamente sobre competências clínicas e, aos poucos, comecei a acompanhar outros psicólogos nesse caminho.


Hoje, minha proposta é oferecer uma supervisão - INDIVIDUAL e EM GRUPO - mais voltada a construção de competências: um espaço formativo, com estrutura clara, prática ativa e foco no desenvolvimento do terapeuta — não só na resolução dos casos.
A supervisão em TCC considera que, para ela, valem os mesmos princípios da prática clínica: desenvolvimento contínuo, sólida aliança de trabalho, avaliação constante do progresso, participação ativa e colaborativa e com o objetivo de ser educativa.
Aqui, o processo funciona assim:
Os casos são apresentados a partir da formulação/conceitualização de caso (e, se necessário, esse será um aprendizado durante a supervisão);
Utilizamos recursos como role-plays, revisão de sessões e reflexão sobre estratégias e intervenções;
A supervisão ocorre de forma socrática, com supervisor e terapeuta buscando soluções juntos.
A orientação, condução e os treinamentos são conduzidos com base na TCC clássica, considerando também outras abordagens com boas evidências científicas, como a ACT e a DBT.
São aceitos casos que envolvem adolescentes e adultos. Sendo assim, casos que envolvam crianças não serão foco dos encontros, visto que envolvem também outras necessidades – de recursos, técnicas, habilidades e estudos.
Cada grupo pode ser composto por 2 ou 3 pessoas, além de mim. A limitação no tamanho do grupo é fundamental para proporcionar uma atenção adequada à cada pessoa, bem como um maior aprofundamento nos casos e a devida dedicação ao desenvolvimento de cada indivíduo.
O tempo mínimo de duração do grupo de supervisão é de 6 meses, somando 12 encontros ao longo desse período. Ao final dos 6 meses, a inscrição poderá ser renovada, sem nenhum impedimento. Os encontros das turmas de supervisão são realizados quinzenalmente, de forma on-line e com duração de 1 hora e 30 minutos.
Ao final de cada mês, cada supervisionanda(o) receberá um feedback individual e escrito do seu desenvolvimento, considerando diversos aspectos, como:
conhecimento teórico e prática
organização e planejamento
ética profissional
autoconhecimento
A supervisão precisa ser um espaço contínuo de crescimento. Se você busca um acompanhamento que respeite o seu tempo, fortaleça sua prática em TCC e contribua para o seu desenvolvimento como terapeuta, então essa proposta foi feita pensando em você.


Qual é o maior diferencial desse grupo de supervisão em comparação com outros que existem no mercado?
A atenção individualizada e a participação integral no grupo! Aqui, diferente de vários outros grupos de supervisão, em todos os encontros você terá oportunidade de abordar seus casos, suas demandas, suas dificuldades e suas dúvidas. Assim, conseguiremos lapidar suas habilidades e desenvolver as práticas necessárias e adequadas, tanto aos casos que você atende no momento, quanto a tudo que ainda chegará à sua clínica. Aqui seu desenvolvimento é para sua carreira e não apenas para os casos.
Como o grupo de supervisão é formado?
Os grupos podem se formados de duas formas, basicamente:
1. Anualmente eu abro um breve período de inscrição para grupos de supervisão. Então, durante esse período (divulgado em minhas redes sociais), você pode indicar seu interesse e eu entrarei em contato com você para concluir a inscrição. Nesse esquema de formação você precisa aguardar a abertura do processo de inscrição.
2. A outra formação é através do interesse de um grupo já definido. Se você e outros colegas psicólogos desejam realizar a supervisão juntos, principalmente por se sentirem mais seguros e confortáveis, então podem entrar em contato comigo diretamente pelo WhatsApp e formaremos uma turma especificamente com vocês.
E se eu desejar um acompanhamento individualizado?
Essa também é uma modalidade de supervisão que ofereço. Para muitas pessoas, essa é a melhor opção por envolver total privacidade – nenhuma outra pessoa ouvirá suas demandas e necessidades – e por não haver um tempo mínimo de acompanhamento. Você pode realizar o acompanhamento em supervisão até sentir-se segura(o) com as habilidades desenvolvidas e com os recursos alcançados, a fim de conduzir seus casos de forma independente.


